17/10/2017

Conheça o Feirão das HQs!


Os idealizadores: Nana WalkerDudu BandeiraChristian A. Ordoque & Patrick Marques
O quarteto de amigos, na imagem acima, é responsável pelo surgimento de um dos meus eventos quadrinísticos preferidos, o Feirão das HQs. Já faz um tempo que quero escrever este post pra apresentar tal evento a você, caro leitor deste humilde blog. Finalmente aqui está o post.

O Feirão das HQs faz uma das coisas mais importantes no atual cenário dos quadrinhos nacionais: É recorrente! Acontece mensalmente!

Parece bobagem, mas eventos mensais permitem que autores e público construam uma proximidade maior e, além disso, propicia um maior retorno deste público. 
Registro do final da 25ª Edição do Feirão das HQs no Disco Bar. (Créditos na imagem)

Outro ponto bastante positivo do Feirão são os espaços onde as edições acontecem. Desde 2016, quando as primeiras edições foram realizadas, o evento passou por bares, cafés, livrarias... Tornando a entrada franca. Assim, seu rico dinheirinho pode ser investido nas HQs dos autores independentes e nas relíquias que os colecionadores levam para venda e troca no evento (e também numa cervejinha ou café pra acompanhar 😉 ) E nesse estilo já foram 25 edições.

Autores na edição mais recente (Fotos por Iris Borges)

Denilson Reis.
Jakie Atelier e Müller Bruna.
 Filipe Rossetti.
Vantuir Henrique Pott.
Léo Cruz e Cris Mitsue.
Luan Zuchi.

Sim, 25 eventos realizados. Isso é, ou não é louvável?!

E você ainda não conhecia, né? Bom, agora não tem mais desculpa. Se você está próximo à região metropolitana de Porto Alegre e curte quadrinhos, ilustração, cultura pop e boa conversa, já tem um lugar bacana pra ir nesse próximo sábado (21/10/2017), o Disco Bar! Esse será o local do 26º Feirão das HQs. Das 15:00H às 18:00H. Apareça por lá e confira, tudo isso que eu comentei,na prática. 

Para saber todos os detalhes desta edição, basta acessar este link
Informações sobre o 26º Feirão das HQs

Pro pessoal, de outras regiões do país, que também curte quadrinhos e cultura pop, fica o exemplo de um evento organizado por leitores que pouco a pouco vai tomando maiores proporções. Eu, como produtor de quadrinhos, digo: se mais iniciativas do gênero continuarem acontecendo nosso mercado certamente seguirá crescendo, respirando novos ares. 

Fica também o pedido, se você conhece outros eventos bacanas como o Feirão, conta pra galera nos comentários, vamos divulgar boas iniciativas!😉

Post escrito por:


28/09/2017

No estúdio de Raphael Pinheiro


O entrevistado da vez é o quadrinista e "youtuber" nas horas vagas, Raphael Pinheiro.



1 - Em quais projetos está trabalhando atualmente?
Muitas coisas ao mesmo tempo! Além do canal no Youtube que consome um tempo maior do que eu imaginava, estou escrevendo um quadrinho curto sobre arquitetura contando a história do Largo de São Francisco aqui no Rio. Também estou ilustrando o volume 2 de Pindorama, um quadrinho escrito pelo Erick Volgo que teve o volume 1 publicado na CCXP Nordeste no início do ano. A ideia é que o Pindorama fique pronto pra CCXP de Dezembro junto com o Salto. Link para a campanha de Salto no Catarse!


2 - Quais são seus instrumentos de trabalho e técnicas mais utilizadas?
Acredito que cada projeto peça certas técnicas. Eu tenho o costume de usar modelos 3d de referencia, desenhar sempre no A3 e arte-finalizar tudo no tradicional antes de pintar digitalmente. Como eu disse, esse é o "pipeline" básico que sofre alterações pra cada projeto. Tem uma série de vídeos no meu canal chamada "fazendo quadrinhos em 7 passos" onde eu falo sobre isso certinho.


3) Quem são seus autores de referência?
Eu sou apaixonado pelo trabalho do Moebius. Sempre fui. Além dele, posso citar Alex Alice, François Schuiten, Benoît Peeters... a lista vai longe porque cada dia eu conhece um artista novo que é incrível! Pra citar uns nomes mais conhecidos do mercado americano, gosto muito do traço do Adam Hughes, do David Aja e do David Mazzucchelli também.


4) Tem algum “ritual” antes de começar a desenhar? Qual a sua rotina de trabalho?
Eu simplesmente vou lá e desenho hahahha rituais acabam sendo contraproducentes pra mim. Eu só coloco um folk ou country/blues pra tocar e começo a desenhar logo cedo. Quanto antes começar, antes vai ficar pronto e eu vou ficar feliz!

5) Quais são os autores que devemos ficar de olho?
Falando em escala global, Tom King é uma boa pedida. Eu ficaria de olho também nas publicações europeias chegando aqui principalmente pela Mino. A galera precisa conhecer mais o universo incrível das BDs. Falando de brasileiros, o novo Teocrasília do Denis Mello tá lindo, recomendo fortemente. O Hugo Canuto tá com uns projetos valorizando a cultura nacional com orixás e tal que também vale a pena conferir. São autores indie, mas acho que essa é a proposta. Os mainstream você conhece indo na livraria hehe

6) Tem algum objeto preferido no seu estúdio?
Não é um objeto, é uma parede de posters! Quando eu preciso tomar um ar, basta levantar a cabeça da prancheta e vejo um mar de referências incríveis. Tem vezes que eu olho pra um mesmo poster por semanas seguidas e acabo descobrindo um traço novo que resolve algo de um jeito que eu não teria pensado! Sempre se cercar de boas referências é essencial.

Confira todas as entrevistas da série "No Estúdio" clicando AQUI!

Entrevista conduzida por:
Luan Zuchi